
Que alegria, que esperança, aguardar Jesus que vem...♫ ♪


O bom Deus criou o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Descansou? Bem, enquanto tirava um cochilo, alguns animais foram até Ele para reclamar de algo. A primeira foi a girafa:
- Senhor, fui feita com o pescoço muito comprido; quando caminho pelas florestas os galhos das árvores me atrapalham.
O Senhor lhe disse: - Você é um animal privilegiado, pois jamais será surpreendido pelo inimigo, porque daí do alto você consegue enxergar longe. E a girafa foi embora satisfeita.
Veio, então, o elefante: - Senhor, por que me fez tão grande? Mas o que mais me incomoda é esta tromba enorme.
- Caro elefante, falou o Senhor, você é o único animal que pode tomar banho de ducha quando quiser, bastando para isto um pouco de água. E a tromba também lhe serve de talher, para levar alimento à boca. E o elefante também foi embora contente.
Quando o bom Deus já estava fechando novamente os olhos para cochilar, ouviu o cacarejar de uma galinha. Ele então falou:
- Você também veio reclamar de alguma coisa, galinha?
- Não, Senhor, falou ela, eu vim para Lhe fazer um pedido.
- E qual seria? - falou o Senhor. Ela lhe respondeu:
- Estou com dificuldades para realizar minha tarefa. Ou o Senhor aumenta o buraco ou diminui o tamanho do ovo!

Seu Braga, como era conhecido, foi fotógrafo numa pequena cidade, no tempo em que as pessoas não possuíam câmeras fotográficas. Quem quisesse ter uma foto dependia dos serviços deste profissional. As fotos normalmente eram feitas em momentos importantes da vida das pessoas. Casamentos, batizados, aniversários... Era comum ver famílias inteiras comparecerem ao seu estúdio. Pais queriam uma lembrança dos filhos quando bebês, com um ano e depois uma ou outra foto ainda na infância. As jovens gostavam de ser fotografadas e, com amorosas dedicatórias, entregavam suas fotos aos namorados.
Os clientes do fotógrafo eram, às vezes, exigentes. Soube-se que, certa vez, após fotografar uma senhora desfavorecida pela sorte quanto à beleza; seu Braga ouviu-a reclamar do resultado obtido pela máquina fotográfica. Bastante gozador e sempre com uma resposta na ponta da língua, ele disse:
- Moça bonita, retrato bonito...
E não completou a frase, pois a senhora entendera o que ele quis dizer.